domingo, 8 de fevereiro de 2009

ENTRE A ROSA E O BUQUÊ.

Dar-te-ia uma rosa...
Simplória, revestida de todo o meu sentimento,
Seria uma forma visível do que sinto
E que transcreveria todo esse momento.

Mas ao perceber que o suave aroma da linda rosa
Esvair-se-ia com o tempo,
E suas delicadas pétalas cintilantes
Murchariam ao findar o dia.

Não perduraria tempo bastante,
Para causar marcas em teu ser.

No máximo deixaria um alvitre de boa intenção,

Não fazendo alusão a sua transcendente beleza,
Poderia dar-te um buquê?
Talvez!
Seria um paradoxo aceitável,
No fundo seria uma altivez para com o meu ser,
Mesmo que o mundo o veja com dissentimentos ou não.

Pela conjetura, melhor abster-se de sofrer.
Pois tu poderás ter um alvitre impensado,
A ponto de me redargüir,
Pilhando o buquê que oferto a ti,
Destoando de tal sentimento,
A ponto de ofender-me com espórtulas.

Saibas que vos ofereço como o pomo da concórdia,
Obséquios de um prudente coração
Por somente ser préstito a ti.


(Wagner Vinícius)

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